terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Mistério da Consciência

Resumo: Neste capítulo o livro Filosofia da mente tem como assunto a consciência e sua dificuldade em conceituá-la e entendê-la através de uma reflexão mais aprofundada, pois desde sempre a consciência é objeto de grandes discussões nos meios filosóficos, científicos e educacionais. O autor fala do princípio filosófico da consciência embasado em seus próprios estudos e nos de Searle, também estudioso da mente que enfatiza que o assunto tratado no capítulo tem papel importantíssimo nos estudos sobre filosofia da mente e que por esse ser um mistério não é algo facilmente problematizável, e que quando começou seus estudos sobre, este assunto era muitas vezes ignorado por não ser uma questão genuinamente científica. Searle ainda reconhece a intencionalidade criada nos atos cerebrais. Durante o capítulo temos a breve explicação de que a consciência capta tudo que está ao seu redor através daquilo que vemos e sentimos e citações de grandes filósofos como Platão. A problemática do mistério da consciência é tão complexa que até hoje sua conceituação é defasada, falta elaboração e aprofundamento da reflexão ao seu respeito, mas já consegue-se entender que sua capacidade de percepção atinge a própria consciência, e que muitas coisas parecem estranhas por não fazer parte daquilo que se está acostumado, mas mesmo assim as pessoas são capazes de viver aquilo  por ter percebido tal situação em outro momento. Esse estudo sobre consciência admitiu duas posturas básicas, ela não se sustenta cientificamente e não possui elementos que a assegurem cientificamente. A partir disso Searle afirma que já é possível realizar um estudo mais aprofundado sobre a consciência porque seu âmbito foi delimitado, a partir disso são apresentados seus critérios estruturais: Ela tem uma subjetividade ontológica; é unificada capaz de unir tudo que vemos, sentimos, tocamos, ouvimos; Através dela podemos ter acesso a tudo, assim como vemos algo, percebemos que isso pode nos machucar em um dado momento; Está intimamente relacionada com nosso estado de humor, ela é capaz de perceber nossas tristezas e alegrias e agir conforme tal estado; Sua capacidade de percepção e lógica é tão grande que nos faz perceber algo em linhas fora de ordem; Seu grau de atenção é variado, pode-se focar em algo sem deixar de perceber outras coisas ao redor; Ela não se perde no tempo e espaço, sabe-se onde e em que data estamos; Suas experiências variam em grau de familiaridade, podemos estar em um lugar estranho e nos habituarmos por já termos visto aquilo de outra maneira porque já sabemos que seu significado é o mesmo por mais estranho que o lugar pareça. Por fim, é considerável dizer que a consciência é agente perceptível de experiências, cada ato é continuidade de outro.



Palavras chaves: Consciência; Conceituar; Problemática.

 Thalita Antunes

Referência:

você sAbe, filosofia da mente, Nivaldo Machado, Rio do Sul: editora Unidavi, 2011.

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