segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Mistério da Consciência

A consciência é um elemento que interagem com problemas estudados numa gama vasta de elaborações teóricas, entretanto, sua justificação conceitual ainda se encontra bastante carente de melhor elaboração. A base central destas discussões concerne às imprecisões do uso do conceito de consciência e do âmbito fornecido para a consciência, vindo, por conseguinte, a causar muita confusão conceitual. Nota-se claramente uma falta de precisão conceitual quando se atribui lugar especial à consciência . A intencionalidade é, entre outras coisas, propriedade de nossas crenças e desejos de serem referentes alguma coisa, de serem acerca dessa coisa. Quando Sagan, no comentário a uma breve história do tempo de S. Hawking afirma que: "em nosso cotidiano não entendemos quase nada do mundo" ele traz à tona a necessidade de um aprofundamento das justificações do conhecer e/ou da possibilidade cognitiva sobre as coisas do mundo. A consciência ainda mantém um papel de elevada importância para Filosofia da Mente. Alguns fatores que encontra-se para tentar traduzir o Mistério da Consciência em Problema da Consciência que encontra-se na obra searleana: - o fenômeno interno da consciência; - o campo pertencente à realidade mental e à realidade física; - a relação da consciência com o Problema da Causalidade; - a relação da consciência com o Problema dos Qualia; - a realização de eventos mentais conscientes em ambiente artificial. Tanto o materialismo quanto o dualismo não conseguem assegurar um âmbito específico para a consciência, vindo assim a admitir duas posturas básicas: a primeira, de que a consciência não se sustenta cientificamente; a segunda, de que só é possível assegurar a base física para a consciência, visto que, sua estrutura imaterial é pertencente apenas ao âmbito especulativo porém, jamais possuidor de elementos que assegurem seu status de cientificidade. Não só o dualismo, nem tampouco o materialismo, mas sim, uma alternativa teórica que percebe a possibilidade dos estados e eventos mentais serem causados na estrutura física do cérebro. Porém em nível de consciência tais elementos são entendidos como propriedades das estruturas físicas que os causam, sem entretanto, reduzirem-se elas. Do mesmo modo que as proteínas, moléculas, átomos compõem meu organismo, estes elementos são fatores causais de mim enquanto pessoa, sem contudo, eu ser somente um conglomerado de partículas ínfimas que estruturam meu corpo, ou seja, a consciência possui um status particular sem se desvencilhar dos elementos que a causam. Deste modo, tanto filósofos quanto cientistas podem resgatar a importância imprescindível da investigação dos elementos constitutivos e das interferências da consciência nas demais áreas do saber. No entendimento de Searle fica assim justificada a saída da consciência  como um mistério repleto de imprecisões para a formulação do Problema da Consciência, Visto que, agora já é possível realizar uma investigação acerca da consciência, pois seu âmbito fora suficientemente demarcado. A consciência possui uma subjetividade ontológica unificada, é um elemento através do qual temos acesso a um mundo diverso dos nossos próprios estados conscientes, ela surge em um determinado estado de humor,  os estados conscientes ocorrem  de modo sempre estruturados, possui graus variados de atenção, possuem um sentido de sua própria situação, as experiências conscientes variam em graus de familiaridade.


Cimone Reif

Palavras chave: Consciência, estados mentais e estruturas físicas.



Referências

você sAbe, filosofia da mente, Nivaldo Machado, Rio do Sul: editora Unidavi, 2011.




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